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quinta-feira, 15 de março de 2012

Falando sobre hipnose

Como já se percebeu a hipnose é uma das minhas paixões e umas das minhas ferramentas (psico)terapêuticas preferidas. Confesso que ao partilhar isto com amigos e colegas, frequentemente lhes salta o sobrolho com aquela expressão: a sério?!

O meu maior desafio tem sido desmistificar a hipnose.

Hipnose tem origem na palavra hypnos, que significa sono, mas hipnose não é sinónimo de dormir. Complicado, contraditório? Nem por isso. James Braid foi o pai da adjectivação do termo cuja prática é tão antiga quanto controversa. Mas o que é hipnose afinal?

Entende-se por hipnose, um estado alterado de consciência (e não de inconsciência) caracterizado por uma atenção focalizada e concentrada na experiência interna individual. Certamente já ficou completamente absorvido a ler um livro, sendo imediatamente transportado para um imaginário caracterizado por enorme concentração mental, como estivesse desligado de tudo o resto…. Ou então quando ficou preso em pensamentos e… não estava a dormir, pois não? Estava desligado e ao mesmo tempo focado… bem concentrado, imaginando, visualizando… bem isso é hipnose.

Imagine agora (estou apenas a sugerir) que quer auto-comunicar, delinear objectivos e atingi-los, obter relaxamento satisfatório, aprofundar o auto-conhecimento através da auto-sugestão… Conduzindo o seu pensamento, bem isso… é auto-hipnose.

Abra a sua mente a uma nova ideia e ela “jamais voltará ao seu tamanho original” (Albert Einstein).